A Surata 2, chamada Al-Baqarah (« A Vaca »), é a mais longa do Alcorão.
Ela constitui um texto fundamental para a organização religiosa, jurídica e comunitária dos crentes.
Revelada majoritariamente em Medina, desenvolve temas centrais como a fé, a Lei, a aliança, a oração, o jejum e a relação com as tradições judaicas e cristãs.
Depois do retrato dos crentes (v. 2–5), a surata apresenta agora a imagem contrária: os kāfirūn, aqueles que recusam. O aviso do profeta do islão — o indhār, a advertência — passa sobre eles sem efeito. O texto não sugere que a palavra seja demasiado fraca: afirma antes que a recusa já está instalada. O verbo está no passado consumado — eles descreram; eles não creem. A advertência encontra apenas o silêncio de uma porta fechada por dentro.
A construção árabe reforça este sentido. A expressão sawāʾun ʿalayhim — « é-lhes indiferente » — não descreve simplesmente um fracasso: exprime uma indiferença total perante aquilo que é tentado. A própria advertência já não muda nada na sua situação. Não é que ainda resistam; é que se tornaram impermeáveis.
O versículo 7 dá a explicação: é o próprio Allah que selou os corações e a audição destes homens e colocou um véu sobre os seus olhares. O verbo khatama significa « selar », como quando se apõe um selo numa carta para a fechar. A imagem sugere um ato já realizado, cujos efeitos permanecem. Assim, três portas são fechadas: o coração, sede da inteligência e da decisão interior; a audição, faculdade de acolher a palavra; o olhar, perceção dos sinais. A ordem não é acidental — o fechamento começa no centro do homem e depois atinge as suas faculdades de perceção: o coração recusa, o ouvido deixa de ouvir e os olhos deixam de ver. A frase final cai como uma sentença: « e para eles há um castigo imenso ».
Estes dois versículos afirmam, portanto, três coisas ao mesmo tempo: a recusa humana, o selamento divino e o castigo. É a sua coexistência que faz nascer a pergunta — se Allah selou o seu coração, como poderiam ainda crer? E se não podem crer, por que razão seriam castigados?
A palavra kāfir vem de uma raiz que significa « cobrir » ou « enterrar ». No próprio Corão, pode designar um lavrador que cobre a semente com terra. Aplicada à fé, a palavra designa então aquele que cobre uma verdade que percebeu. Não é o ignorante: é aquele que viu e depois escolheu cobrir o que tinha visto.
O verbo khatama cria, além disso, um eco no interior do próprio Corão: Muḥammad é chamado « selo dos profetas » — khātam al-nabiyyīn (S. 33,40). A mesma palavra que descreve o termo dos profetas serve aqui também para descrever corações fechados. A história da revelação e a história da recusa partilham, assim, a mesma lógica do encerramento.
O tema do coração selado pertence a um motivo mais vasto do Corão: o do extravio. O texto afirma várias vezes que alguns homens são deixados no erro pelo próprio Allah: « Allah extravia quem quer e guia quem quer » (S. 2,272; 14,4; 16,93). O selamento do coração é uma das imagens que exprimem essa situação: quando o coração está selado, o homem torna-se incapaz de acolher a advertência.
O Corão emprega, para isso, várias imagens próximas. Na surata Yā-Sīn, os incrédulos são descritos como encerrados entre barreiras, com um véu diante dos olhos, de modo que já não veem (S. 36,8–9). Noutros lugares, os seus corações estão « selados » (S. 6,46), « endurecidos » (S. 39,22) ou « velados » (S. 17,46). Todas essas imagens descrevem a mesma situação: alguns homens tornam-se incapazes de receber a palavra.
O versículo 7 menciona três faculdades seladas: os corações, a audição e os olhares. Mas a audição está no singular, o que surpreende — as outras duas estão no plural. Os exegetas não deixaram isso passar. Al-Ṭabarī explica que samʿ — a audição — funciona em árabe como um nome coletivo que designa a faculdade de ouvir em geral. Outros veem nisso uma intenção: Qurʾān — Corão — significa recitação; a revelação corânica é recebida antes de tudo como palavra ouvida. Ao colocar a audição no singular e no centro, o versículo parece sublinhar que esta porta é decisiva. Os corações podem ser múltiplos, os olhares podem ser múltiplos; a palavra de Allah é uma só — e é precisamente essa palavra única que estes homens já não conseguem ouvir.
A estrutura gramatical do versículo traz outra surpresa. O verbo khatama — selar — rege explicitamente dois complementos — os seus corações e a sua audição. Mas, quando se chega ao terceiro elemento, a construção muda: wa-ʿalā abṣārihim ghishāwatun — « sobre os seus olhares há um véu ». A frase torna-se nominal, sem verbo. O texto já não diz explicitamente que Allah colocou o véu: diz que o véu está lá. Vários exegetas assinalaram esta rutura. Ela sugere que o selamento divino atinge diretamente o coração e a audição, enquanto a cegueira descreveria o estado que daí resulta. O fechamento interior produz uma cegueira espiritual.
A tensão mais profunda continua a ser esta. Estes dois versículos afirmam ao mesmo tempo a recusa humana, o selamento divino e o castigo. Como manter juntas estas três afirmações? A questão foi amplamente discutida na tradição muçulmana. Alguns comentadores explicaram que o selamento apenas constata uma recusa já instalada: o homem fecha-se primeiro, e Allah confirma depois esse fechamento. Outros mantiveram a letra do texto: é o próprio Allah que sela os corações. A discussão nunca foi verdadeiramente resolvida.
O retrato do profeta cuja palavra desliza sobre corações fechados é um dos motivos mais antigos da Bíblia. Esta situação já é descrita no profeta Isaías, quando Deus o envia a falar a um povo que não ouvirá: « Vai dizer a este povo: ouvi bem, mas sem compreender; vede bem, mas sem reconhecer »1. Esta passagem será retomada no Novo Testamento para dar conta da rejeição de Jesus2.
O motivo do coração endurecido pelo próprio Deus é igualmente antigo e igualmente difícil. No Êxodo, Deus anuncia a Moisés que endurecerá o coração do Faraó3. Os comentadores judeus procuraram durante muito tempo conciliar esta palavra com a justiça de Deus. Muitos entenderam-na assim: Deus só retira a possibilidade de arrependimento àquele que já recusou várias vezes mudar. O endurecimento divino viria então confirmar um fechamento que o homem construiu por si mesmo. Paulo retoma este tema na Epístola aos Romanos, mas inscreve-o num horizonte mais amplo: o endurecimento não é definitivo, e o apelo à conversão permanece sempre aberto4.
O selo sobre os corações existia também no mundo bíblico como no Oriente antigo, onde funcionava nos dois sentidos: fechar o que deve permanecer fechado, mas também proteger o que pertence a Deus. No livro de Daniel, o selo fecha aquilo que ainda não deve ser aberto5. No Apocalipse, marca e protege os servos de Deus6. Nos Atos dos Apóstolos, pelo contrário, « o Senhor abriu o coração de Lídia para que prestasse atenção ao que Paulo dizia »7: o fechamento nunca é a última palavra. É precisamente este ponto que o versículo 7 torna particularmente agudo: o fechamento do coração parece vir do próprio Allah.
Estes versículos pertencem ao período medinense. Em Medina, Muḥammad está em contacto direto com importantes comunidades judaicas, e o Corão multiplica as interpelações dirigidas a elas. O retrato dos kāfirūn inacessíveis à advertência inscreve-se neste contexto de tensões crescentes: as tribos judaicas de Medina não se juntam à nova comunidade, e é progressivamente que o Corão construirá uma teologia da recusa para explicar esse facto.
A fórmula do versículo 6 não é nova: aparece já na surata Yā-Sīn (36,10), uma surata mecana muito anterior. Transportada para Medina, muda de registo. Já não descreve apenas a hostilidade dos politeístas de Meca, mas o impasse mais amplo da recusa perante a revelação, agora teologizado pelo selamento divino do versículo 7.
Estes dois versículos mantêm juntas três afirmações: a recusa humana, o selamento divino e o castigo. O texto não escolhe entre elas. Coloca-as lado a lado. É precisamente essa proximidade que faz surgir a pergunta: que imagem de Deus se desenha aqui?
Na tradição católica, esta questão foi longamente refletida. Os concílios de Orange e de Trento recusaram atribuir a Deus uma vontade positiva de perdição humana8. Deus pode permitir que um coração se endureça — pode « entregar » o homem à sua própria recusa (Rm 1,24) —, mas nunca é o seu autor. A Bíblia mantém sempre aberta a possibilidade da conversão. « Convertei-vos, e vivereis », diz Ezequiel9. Mesmo quando o homem se fecha, o apelo de Deus permanece.
A diferença é profunda: toca a própria imagem de Deus. Na fé cristã, Deus nunca é aquele que fecha definitivamente o coração do homem. Ele é aquele que bate à porta do coração humano: « Eis que estou à porta e bato » (Ap 3,20), mesmo quando essa porta já parece fechada.
Depois do retrato dos crentes (v. 2–5), a surata apresenta agora a imagem contrária: os kāfirūn, aqueles que recusam. O aviso do profeta do islão — o indhār, a advertência — passa sobre eles sem efeito. O texto não sugere que a palavra seja demasiado fraca: afirma antes que a recusa já está instalada. O verbo está no passado consumado — eles descreram; eles não creem. A advertência encontra apenas o silêncio de uma porta fechada por dentro.
A construção árabe reforça este sentido. A expressão sawāʾun ʿalayhim — « é-lhes indiferente » — não descreve simplesmente um fracasso: exprime uma indiferença total perante aquilo que é tentado. A própria advertência já não muda nada na sua situação. Não é que ainda resistam; é que se tornaram impermeáveis.
O versículo 7 dá a explicação: é o próprio Allah que selou os corações e a audição destes homens e colocou um véu sobre os seus olhares. O verbo khatama significa « selar », como quando se apõe um selo numa carta para a fechar. A imagem sugere um ato já realizado, cujos efeitos permanecem. Assim, três portas são fechadas: o coração, sede da inteligência e da decisão interior; a audição, faculdade de acolher a palavra; o olhar, perceção dos sinais. A ordem não é acidental — o fechamento começa no centro do homem e depois atinge as suas faculdades de perceção: o coração recusa, o ouvido deixa de ouvir e os olhos deixam de ver. A frase final cai como uma sentença: « e para eles há um castigo imenso ».
Estes dois versículos afirmam, portanto, três coisas ao mesmo tempo: a recusa humana, o selamento divino e o castigo. É a sua coexistência que faz nascer a pergunta — se Allah selou o seu coração, como poderiam ainda crer? E se não podem crer, por que razão seriam castigados?
A palavra kāfir vem de uma raiz que significa « cobrir » ou « enterrar ». No próprio Corão, pode designar um lavrador que cobre a semente com terra. Aplicada à fé, a palavra designa então aquele que cobre uma verdade que percebeu. Não é o ignorante: é aquele que viu e depois escolheu cobrir o que tinha visto.
O verbo khatama cria, além disso, um eco no interior do próprio Corão: Muḥammad é chamado « selo dos profetas » — khātam al-nabiyyīn (S. 33,40). A mesma palavra que descreve o termo dos profetas serve aqui também para descrever corações fechados. A história da revelação e a história da recusa partilham, assim, a mesma lógica do encerramento.
O tema do coração selado pertence a um motivo mais vasto do Corão: o do extravio. O texto afirma várias vezes que alguns homens são deixados no erro pelo próprio Allah: « Allah extravia quem quer e guia quem quer » (S. 2,272; 14,4; 16,93). O selamento do coração é uma das imagens que exprimem essa situação: quando o coração está selado, o homem torna-se incapaz de acolher a advertência.
O Corão emprega, para isso, várias imagens próximas. Na surata Yā-Sīn, os incrédulos são descritos como encerrados entre barreiras, com um véu diante dos olhos, de modo que já não veem (S. 36,8–9). Noutros lugares, os seus corações estão « selados » (S. 6,46), « endurecidos » (S. 39,22) ou « velados » (S. 17,46). Todas essas imagens descrevem a mesma situação: alguns homens tornam-se incapazes de receber a palavra.
O versículo 7 menciona três faculdades seladas: os corações, a audição e os olhares. Mas a audição está no singular, o que surpreende — as outras duas estão no plural. Os exegetas não deixaram isso passar. Al-Ṭabarī explica que samʿ — a audição — funciona em árabe como um nome coletivo que designa a faculdade de ouvir em geral. Outros veem nisso uma intenção: Qurʾān — Corão — significa recitação; a revelação corânica é recebida antes de tudo como palavra ouvida. Ao colocar a audição no singular e no centro, o versículo parece sublinhar que esta porta é decisiva. Os corações podem ser múltiplos, os olhares podem ser múltiplos; a palavra de Allah é uma só — e é precisamente essa palavra única que estes homens já não conseguem ouvir.
A estrutura gramatical do versículo traz outra surpresa. O verbo khatama — selar — rege explicitamente dois complementos — os seus corações e a sua audição. Mas, quando se chega ao terceiro elemento, a construção muda: wa-ʿalā abṣārihim ghishāwatun — « sobre os seus olhares há um véu ». A frase torna-se nominal, sem verbo. O texto já não diz explicitamente que Allah colocou o véu: diz que o véu está lá. Vários exegetas assinalaram esta rutura. Ela sugere que o selamento divino atinge diretamente o coração e a audição, enquanto a cegueira descreveria o estado que daí resulta. O fechamento interior produz uma cegueira espiritual.
A tensão mais profunda continua a ser esta. Estes dois versículos afirmam ao mesmo tempo a recusa humana, o selamento divino e o castigo. Como manter juntas estas três afirmações? A questão foi amplamente discutida na tradição muçulmana. Alguns comentadores explicaram que o selamento apenas constata uma recusa já instalada: o homem fecha-se primeiro, e Allah confirma depois esse fechamento. Outros mantiveram a letra do texto: é o próprio Allah que sela os corações. A discussão nunca foi verdadeiramente resolvida.
O retrato do profeta cuja palavra desliza sobre corações fechados é um dos motivos mais antigos da Bíblia. Esta situação já é descrita no profeta Isaías, quando Deus o envia a falar a um povo que não ouvirá: « Vai dizer a este povo: ouvi bem, mas sem compreender; vede bem, mas sem reconhecer »1. Esta passagem será retomada no Novo Testamento para dar conta da rejeição de Jesus2.
O motivo do coração endurecido pelo próprio Deus é igualmente antigo e igualmente difícil. No Êxodo, Deus anuncia a Moisés que endurecerá o coração do Faraó3. Os comentadores judeus procuraram durante muito tempo conciliar esta palavra com a justiça de Deus. Muitos entenderam-na assim: Deus só retira a possibilidade de arrependimento àquele que já recusou várias vezes mudar. O endurecimento divino viria então confirmar um fechamento que o homem construiu por si mesmo. Paulo retoma este tema na Epístola aos Romanos, mas inscreve-o num horizonte mais amplo: o endurecimento não é definitivo, e o apelo à conversão permanece sempre aberto4.
O selo sobre os corações existia também no mundo bíblico como no Oriente antigo, onde funcionava nos dois sentidos: fechar o que deve permanecer fechado, mas também proteger o que pertence a Deus. No livro de Daniel, o selo fecha aquilo que ainda não deve ser aberto5. No Apocalipse, marca e protege os servos de Deus6. Nos Atos dos Apóstolos, pelo contrário, « o Senhor abriu o coração de Lídia para que prestasse atenção ao que Paulo dizia »7: o fechamento nunca é a última palavra. É precisamente este ponto que o versículo 7 torna particularmente agudo: o fechamento do coração parece vir do próprio Allah.
Estes versículos pertencem ao período medinense. Em Medina, Muḥammad está em contacto direto com importantes comunidades judaicas, e o Corão multiplica as interpelações dirigidas a elas. O retrato dos kāfirūn inacessíveis à advertência inscreve-se neste contexto de tensões crescentes: as tribos judaicas de Medina não se juntam à nova comunidade, e é progressivamente que o Corão construirá uma teologia da recusa para explicar esse facto.
A fórmula do versículo 6 não é nova: aparece já na surata Yā-Sīn (36,10), uma surata mecana muito anterior. Transportada para Medina, muda de registo. Já não descreve apenas a hostilidade dos politeístas de Meca, mas o impasse mais amplo da recusa perante a revelação, agora teologizado pelo selamento divino do versículo 7.
Estes dois versículos mantêm juntas três afirmações: a recusa humana, o selamento divino e o castigo. O texto não escolhe entre elas. Coloca-as lado a lado. É precisamente essa proximidade que faz surgir a pergunta: que imagem de Deus se desenha aqui?
Na tradição católica, esta questão foi longamente refletida. Os concílios de Orange e de Trento recusaram atribuir a Deus uma vontade positiva de perdição humana8. Deus pode permitir que um coração se endureça — pode « entregar » o homem à sua própria recusa (Rm 1,24) —, mas nunca é o seu autor. A Bíblia mantém sempre aberta a possibilidade da conversão. « Convertei-vos, e vivereis », diz Ezequiel9. Mesmo quando o homem se fecha, o apelo de Deus permanece.
A diferença é profunda: toca a própria imagem de Deus. Na fé cristã, Deus nunca é aquele que fecha definitivamente o coração do homem. Ele é aquele que bate à porta do coração humano: « Eis que estou à porta e bato » (Ap 3,20), mesmo quando essa porta já parece fechada.
1 Isaías 6,9–10 : « Vai dizer a este povo: ouvi bem, mas sem compreender; vede bem, mas sem reconhecer… » — O profeta é enviado a um povo cujo coração está fechado.
2 Mateus 13,14–15 : « Assim se cumpre neles a profecia de Isaías: ouvireis e não entendereis; olhareis e não vereis… » — Jesus aplica a profecia de Isaías à rejeição da sua mensagem.
3 Êxodo 4,21 : « Eu endurecerei o seu coração, e ele não deixará partir o povo. » — O relato do Êxodo introduz já a questão do endurecimento do coração.
4 Romanos 11,25 : « O endurecimento de uma parte de Israel aconteceu até que tenha entrado a plenitude dos gentios. » — Paulo fala de um endurecimento provisório no plano da salvação.
5 Daniel 12,4 : « Conserva o livro fechado e sela-o até ao tempo do fim. » — O selo marca o fechamento de uma mensagem reservada para um momento preciso.
6 Apocalipse 7,3 : « Não causeis dano à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus. » — O selo pode também significar proteção e pertença.
7 Atos 16,14 : « O Senhor abriu-lhe o coração para atender ao que Paulo dizia. » — A Bíblia afirma também que Deus pode abrir o coração do homem.
8 Catecismo da Igreja Católica §1037 : « Deus não predestina ninguém para o inferno. » — A tradição católica recusa atribuir a Deus a vontade da perdição humana.
9 Ezequiel 18,32 : « Não Me comprazo na morte de ninguém — oráculo do Senhor Deus —: convertei-vos e vivereis. » — O apelo de Deus à conversão permanece sempre aberto.